maio 13, 2014

ELEIÇÃO DO CONSELHO ESCOLAR

 
ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO ILDEFONSO SIMÕES LOPES
OSÓRIO - RS
 
ELEIÇÃO DO CONSELHO ESCOLAR
 
A comissão Eleitoral da Escola Estadual de Ensino Médio Ildefonso Simões  Lopes, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo Art.: 51 parágrafo 2º da Lei 10.576, de 14 de novembro de 1995, comunica:
1. Professores
2. Servidores
1. Todos os alunos maiores de 14 anos que estejam regularmente matriculados;
2. Pais ou responsáveis de alunos deste estabelecimento de ensino;
 
Para a eleição do Conselho Escolar
 
INSCRIÇÃO: 30/04/2014 a 14/05/2014
 
DIVULGAÇÃO: a divulgação da homologação dos candidatos será feita dia 15/05/2014
 
ELEIÇÃO:  DIA:       29/05/2014
                    HORA:   das 8h às 21h
                    LOCAL: saguão da escola Rural 
 
                                                                                                    Osório, 29 de abril de 2014
                                                                                                        Comissão Eleitoral
 



maio 08, 2014

Foto da exuberante escola Rural, maravilhosamente situada numa das mais belas paisagem de Osório.

maio 02, 2014

CAPA/ FOLHA DE ROSTO/ SUMÁRIO





Capa (obrigatório)
Segue abaixo modelo de capa, que deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), o projeto gráfico e de responsabilidade do autor, recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial. Deve obedecer a seguinte ordem: nome da instituição, faculdade e curso; nome do autor; título; subtítulo, se houver; local (cidade da instituição)ano da entrega.
Folha de rosto (obrigatório)
Segue abaixo modelo de folha de rosto, que é a folha que contém os
elementos essenciais à identificação do trabalho, deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), o projeto gráfico e de responsabilidade do autor, recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial. Deve obedecer a seguinte ordem: a-nome do autor; b- título; c- subtítulo, se houver; d- natureza (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso, monografia e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição, faculdade, curso; área de concentração e- nome do orientado
Enumeração das principais divisões, seções e capítulos, na mesma ordem e grafia em que a matéria é apresentada no corpo do trabalho. Se o trabalho for apresentado em mais de um volume, em cada um deles deve constar o sumário completo do trabalho.
2   TEXTUAIS

Essa é a parte do trabalho onde é exposta a matéria. Deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial, margens iguais as partes pré-textuais, espacejamento 1,5 entre linhas. Em caso de citações diretas com mais de três linhas e legendas de tabelas e ilustrações, usa-se espaço simples.

Os títulos e subtítulos das seções e subseções que compõem o texto devem ser alinhados à esquerda, precedidos de seus indicativos numéricos grafados em algarismos arábicos e separados entre si por um espaço de caractere e os títulos devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por dois espaços duplos. Cada seção primária deve ser iniciada em folha nova.

Deve ter três partes principais: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Introdução
A partir da página inicial da introdução, todas as páginas devem ser numeradas inclusive referências, anexos etc, e o número deve vir no canto superior direito, a 2 cm da borda superior. A introdução é a parte inicial do texto, na qual devem constar a formulação e delimitação do assunto tratado, bem como os objetivos da pesquisa. Tem por finalidade fornecer ao leitor os antecedentes que justificam o trabalho, assim como enfocar o assunto a ser abordado. A introdução pode incluir informações sobre a natureza e importância do problema, sua relação com outros estudos sobre o mesmo assunto, suas limitações e objetivos. Essa seção deve preferentemente representar a essência do pensamento do autor em relação ao assunto que pretende estudar. Deve ser abrangente sem ser prolongada. É um discurso de abertura em que o pesquisador oferece ao leitor uma síntese dos conceitos da literatura; expressa sua própria opinião - contrastando-a ou não - com a literatura; estabelece as razões de ser de seu trabalho sumariando apropriadamente começo, meio e fim de sua proposta de estudo.

Parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Pode ser dividida em seções e subseções, que variam em função do tema e da abordagem do método. Portanto, a organização do texto será determinada pela natureza do trabalho monográfico e respeitará a tradição da área em que o mesmo se insere. Em trabalhos que se propõem a rever e comentar a literatura, e que não relatam pesquisa de campo ou de laboratório conduzida pelo autor, a Proposição precederá a revisão de literatura. Também não se justifica uma seção Resultados, porque em trabalhos dessa natureza não existe coleta de dados e respectivo tratamento estatístico. Em trabalhos nos quais se relata pesquisa de laboratório ou de campo conduzida pelo autor, o Desenvolvimento das monografias, dissertações ou teses apresentarão nessa ordem as seguintes partes do texto: Revisão da Literatura; Proposição; Método; Resultados; Discussão.
Revisão da Literatura
Da Revisão da Literatura devem constar trabalhos preexistentes, que serviram de subsídio às intenções de pesquisa do autor. Pode constituir um corpo único ou ser subdividido, caso o assunto a ser tratado assim o exija. A ordem cronológica dos fatos deve ser obedecida, permitindo uma visão histórica do desenvolvimento do conhecimento do tema.
A seção da Proposição destina-se a assentar as intenções do autor em relação ao assunto. Deve expressar coerência recíproca entre o título e as seções de Revisão da Literatura e o Material e Método.
Método
A seção de Método destina-se a expor os meios dos quais o autor se valeu para a execução do trabalho. Pode ser redigida em corpo único ou dividida em subseções. As subseções mais comuns são: Sujeitos, Material, Procedimentos. Se houver preferência por redigir em corpo único, a cada produto, material ou equipamento citado no texto, corresponderá uma nota de rodapé na qual constará no mínimo o tipo e a origem do meio empregado.
Resultados
Nesta seção o autor irá expor o obtido em suas observações. Os resultados poderão estar expressos em quadros, gráficos, tabelas, fotografias ou outros meios que demonstre o que o trabalho permitiu verificar. Os dados expressos não devem ser repetidos em mais de um tipo de ilustração.
 Conclusão
Mesmo que se tenham várias conclusões deve-se usar sempre o termo no singular, pois, se trata da conclusão do trabalho em si e não um mero enunciado das conclusões a que o(a) autor(a) chegou. É a recapitulação sintética dos resultados e da discussão do estudo ou pesquisa. Pode apresentar deduções lógicas e correspondentes aos objetivos propostos.
 PÓS-TEXTUAIS
Nesta secção compreendem as informações que complementam o trabalho acadêmico.








REFERÊNCIAS

Conjuntos de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais que foram mencionados explicitamente no decorrer do trabalho. Não deve constar nas referencias elementos que não foram citados no texto.
As referências deverão ser apresentadas em lista ordenada alfabeticamente por autor (sistema autor-data), usar espaçamento entre linhas simples e entre as referências, duplo espaço e alinhados à esquerda.

O título deve ser centralizado e sem indicativo numérico.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR10520 - Citação é a “menção, no corpo do texto, de uma informação extraída de outra fonte".


RELATÓRIO


COMO FAZER UM RELATÓRIO

É o documento oficial que expõe ou narra, de forma concisa, clara e objetiva, um fato ou uma atividade desenvolvida com discriminação de todos os aspectos pertinentes à atividade relatada.
Para redigir um bom relatório, não basta relatar os fatos. Ele deve ser objetivo, informativo e apresentável. O relatório constitui um reflexo de quem o redige; espelha sua capacidade de investigação ou de descrição.
O tema deve ser direcionado aos esclarecimentos que se façam necessários à perfeita compreensão do assunto tratado. A análise deve ser objetiva e imparcial. O relator registra fatos relacionados com o tema, abstendo-se de divagações ou apreciações de natureza subjetiva. Quando fizer necessário, o relatório poderá ser ilustrado com tabelas, gráficos, fotografias e outros elementos que possam contribuir para o perfeito esclarecimento dos fatos. Esses elementos podem ser colocados no corpo do relatório ou, se muito numerosos, em forma de anexo.
Existem vários tipos de relatórios, que são classificados conforme a sua finalidade.

A) Normas para a elaboração

Se o tipo de relatório a ser elaborado dispuser de formulário pré-impresso, o relator deverá ter o cuidado de adequar as informações aos respectivos campos.
Se o relatório é descritivo, seguirá o modelo apresentado na seção D. Seu autor deverá ter o cuidado de incluir as partes obrigatórias e selecionar as partes opcionais que a matéria requerer.
B) Tipos de relatório

O relatório pode ser: de gestão; de inquérito; de rotina e inspeção; conclusivo; de pesquisa; de tomada de contas; e relatório-roteiro.
O relatório de pesquisa é preparado pelo pesquisador ao termino de um trabalho de pesquisa. Esse relatório é destinado ao estabelecimento de fatos e conclusões, com uma determinada finalidade. Pode referir-se a pesquisa de campo, de laboratório ou de gabinete.

C) Postura Previa do redator


ü  Ao escrever o relatório deve-se procurar, antes, determinar os verdadeiros objetivos. Antes de iniciar o trabalho, deve-se perguntar a si mesmo:
 Por que devo escrever esse relatório?

ü   O que devo escrever?

ü  De que partes devem constituí-lo?
D) Componentes de relatório

Capa
Deve conter logotipo e nome da instituição, título do relatório, local em que foi elaborado e data da emissão.
Folha de rosto

Deve conter as mesmas informações trazidas na capa, acrescidas do nome do responsável, além de outras informações, como nome da equipe.

Apresentação

É uma referência à disposição ou ordem superior que motivou ou determinou a elaboração e apresenta breve histórico da finalidade do relatório.

Sumário

Constituirá pagina própria e será formalizado ao termino do trabalho. Inclui títulos e subtítulos das partes que compõe o relatório com a respectiva página. A pagina possui três divisões: uma à esquerda com a numeração das divisões, a da direita com a respectiva pagina e a central com os títulos e subtítulos.

Lista de ilustrações
É a relação de tabelas, quadros e figuras constantes de um relatório.

Corpo do relatório

Constitui-se de elementos textuais- introdução, desenvolvimento e conclusão- cujo conteúdo obedece a um critério lógico de exposição, partindo do abrangente para as particularidades:
Introdução

Constitui-se de breve histórico do relatório já elaborado, que leva o leitor à compreensão precisa do assunto, pela ciência imediata do foco de seu conteúdo. É redigida quando o relatório já esta concluído;
Desenvolvimento

É a parte mais importante do texto propriamente dito. Por isso, ao redigi-lo, é imprescindível observar o raciocínio lógico e a clareza na explanação do assunto. Pode estar dividido em capítulos;
Conclusão

Descrito os fatos, feita a respectiva apreciação e apresentação dos argumentos, o relatório deve ser concluído, apresentando as conclusões a que chegou o autor, sugestões de melhoria ou mudanças de rotinas, normas, procedimentos, ou ainda, recomendações sobre medidas a serem adotadas, em decorrência do que foi constatado ou concluído. Essas sugestões ou recomendações devem ser precisas, práticas e concretas, relacionadas com a análise feita. Ao final do relatório deve-se indicar a data de conclusão, seguida pela assinatura do responsável.
Referências
São indicações precisas e minuciosas que permitem a indicação de publicações, fontes eletrônicas e outras, no todo ou em parte, utilizadas para a elaboração do texto. Sua elaboração deve seguir a NBR-6023, da Associação Brasileira de Normas e Técnicas – ABNT.


Anexos
Estão condicionados à necessidade. Constituem-se do material que complementa a descrição do relatório como: Organogramas, mapas, tabelas, gráficos, fotografias, entre outros. São numerados sequencialmente e recebem título.

Contracapa
Constitui-se de uma folha em branco, acrescida no final do relatório, conferindo-lhe acabamento.

Fonte:

 

fevereiro 17, 2014

DIÁRIO DE BORDO

COMO SE FAZ UM DIÁRIO DE BORDO
O diário de bordo é um meio de os estudante registrarem as suas atividades, reflexões, comentários sobre o modo como o trabalho que desenvolveu-se em grupo ou individualmente se processou. É uma forma privilegiada de o seu autor descrever e refletir sobre os problemas que vão surgindo, os obstáculos que decorrem do desenvolvimento do trabalho e da forma de os superar. O registro escrito permite criar o hábito de pensar as práticas, de se pensar a própria aprendizagem.
O que se registra no diário de bordo?
Sendo o diário de bordo o relato de uma atividade, de uma sessão de trabalho, pode-se afirmar que é um instrumento de registro diário (daí a sua designação!). Deves anotar o local onde decorreu a atividade, a data, a hora do início e fim da tarefa, descrever o que fez individualmente ou em grupo. O registro tem de terminar com uma avaliação, uma reflexão sobre o modo como decorreu a tarefa, o seu efeito no processo de trabalho, as consequências futuras, etc.
Se, por exemplo, for fazer uma consulta à biblioteca registre: o local, dia, hora, o livro (ou outro material) que consultou, o resultado da pesquisa e a forma de registro. Termine a entrada no diário de bordo com o balanço da tarefa dando uma reflexão crítica.
Para se fazer um registro não é necessário que a atividade seja bem-sucedida: por exemplo, dirige a uma instituição para recolher material e não consegue: deve fazer este registro e escrever as suas conclusões sobre o sucedido. No diário de bordo pode também registrar as questões que quer colocar ao seu professor, reflexões sobre a forma como o seu grupo está trabalhando. Podem ser dadas indicações adicionais no contexto da sua turma, do projeto que está a desenvolver.
Não há um formulário específico para fazer o registro. Deve usar, contudo, um formulário simples que lhe ajudará a organizar o diário de bordo que irá fazer parte integrante do seu portfólio. (1)
Vantagens do diário de bordo
As vantagens do diário de bordo são várias, o que justifica a sua utilização por muitos professores de outras disciplinas. Vamos apenas referir algumas delas:
§ documentas o seu trabalho: o diário de bordo é um dos testemunhos das atividades que desenvolve;
§ organiza as suas reflexões pessoais sobre as iniciativas, sobre o seu trabalho;
§ ajuda-lhe a fazer a auto avaliação ao longo do desenvolvimento do projeto;
§ promove hábitos de reflexão crítica e de escrita;
§ dá ao professor uma perspectiva do trabalho que desenvolve, da sua aprendizagem, torna-o um bom instrumento de avaliação.
Um bom registro
Pode-se perguntar: o que é um bom registro de um diário de bordo? É o registro que:
§ faz uma descrição rigorosa da atividade;
§ respeita as referências requeridas: dia, hora, local, recursos;
§ centra a descrição nos seus aspectos essenciais;
§ inclui uma reflexão crítica e comentários significativos.
É importante a apresentação e a forma como está redigido. O cumprimento de prazos e o número de entradas são fatores de valorização.

MONTEIRO, Manuela Matos. (2007). Área de Projeto - Guia do Aluno - 12º ano, Porto: Porto Editora

REFLETIR

 

janeiro 26, 2014

RELATÓRIO


Como elaborar um relatório

O que é um relatório?

 
Um relatório de uma atividade prática é uma exposição escrita de um determinado trabalho ou experiência laboratorial. Não é apenas uma descrição do modo de proceder (técnicas, reagentes, material, etc.), pois este conjunto de informações constitui o protocolo. Um relatório é o conjunto da descrição da realização experimental, dos resultados nele obtidos, assim como das ideias associadas, de modo a constituir uma compilação completa e coerente de tudo o que diga respeito a esse trabalho. De alguma forma, elaborar um relatório deve ser visto pelo aluno como uma etapa importante na sua formação acadêmica, para que mais tarde, como profissional, possa ter adquirido e desenvolvido a praxis e o raciocínio crítico necessário à elaboração de um artigo científico.
 
 Como escrever?

O relatório como instrumento de trabalho deverá utilizar uma linguagem simples, clara, objetiva e precisa. A clareza do raciocínio, característica do método científico, deverá transparecer na forma como o relatório é escrito.

Um relatório deverá ser conciso e coerente, incluindo a informação indispensável à compreensão do trabalho. A forma pela qual alguma informação pode ser apresentada (tabelas, gráficos, ilustrações), pode contribuir consideravelmente para reduzir a extensão de um relatório.

As frases utilizadas devem ser completas, para que, através da sua leitura seja possível seguir um raciocínio lógico. Em ciência, todas as afirmações devem ser baseadas em provas factuais e não em opiniões não fundamentadas. Fatos especulativos não podem tomar o lugar de outros já demonstrados. De igual modo, o aluno (futuro investigador e/ou professor) deve evitar o excesso de conclusões, sendo estas precisas e sintéticas. As conclusões devem, igualmente, ser coerentes com a discussão dos resultados.

 Estrutura dum relatório

A divisão metodológica de um relatório em várias secções ajuda à sua organização e escrita por parte dos autores e, de igual modo, permite ao leitor encontrar mais facilmente a informação que procura.

Título, autor(es) e data

Identificação do trabalho (título). Identificação dos autores. Data em que o relatório foi realizado. Disciplina a que diz respeito.

 Objetivos

Deverá incluir sumariamente qual ou quais os objetivos do trabalho a realizar.

Introdução

Nesta parte do relatório deve ser introduzido o trabalho experimental a realizar, bem como as noções teóricas que servem de base ao mesmo. A introdução deve conter a informação essencial à compreensão do trabalho.

 Material e Métodos

Deve ser sintético, mas preciso, contendo, no entanto, informação suficiente de modo que, no caso da experiência vir a ser repetida por outrem, possam ser obtidos resultados idênticos. Normalmente considerado como um ponto secundário do trabalho, esta parte do relatório é, no entanto, essencial para a compreensão da experiência a realizar.

Resultados

Descrição do que se observa na experiência. Inclui o registro e tratamento dos dados, bem como os esquemas e ou as figuras das observações efetuadas. Os esquemas são feitos a lápis e legendados. No caso de observações microscópicas deve ser incluída junto do esquema a ampliação.

Discussão

Interpretação dos resultados. A discussão deve comparar os resultados obtidos face ao objetivo pretendido. Não se devem tirar hipóteses especulativas que não possam ser fundamentadas nos resultados obtidos. A discussão constitui uma das partes mais importantes do relatório, uma vez que é nela (e não na introdução) que os autores evidenciam todos os conhecimentos adquiridos, através da profundidade com que discutem os resultados obtidos.

Conclusões

Esta parte do relatório deve sumarizar as principais conclusões obtidas no decurso do trabalho realizado.

Referências bibliográficas

A bibliografia deve figurar no fim do relatório. Nela devem ser apresentadas todas as referências mencionadas no texto, que podem ser livros (ou capítulos de livros), artigos científicos, CD-ROMs e websites consultados.

Adaptado de: Jones, A., Reed, R. and Weyers, J., 1998 – “Pratical Skills in Biology”. 2nd edition. Longman Scientific & Technical (ed), New York.

PRODUÇÃO TEXTUAL

Qualidade do texto
Segundo Clarice LispectorEscrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada”.
Deve-se, também, considerar como fator determinante da forma e do conteúdo do texto o leitor, porque é para estabelecer comunicação com o outro que se escreve. É importante, pois, encontrar a melhor forma de expressão. O texto produzido deve ter qualidade, tais como coerência, coesão, clareza e concisão.   

Coerência
O texto deve apresentar uma ligação lógica entre as palavras, orações, períodos, parágrafos: todas as suas partes devem articular-se para formar uma unidade onde tudo gira em torno de uma ideia principal. Num texto coerente não pode haver nada contraditório, nada ilógico, nada desconexo.
Clareza
O texto deve também ser claro, para que o pensamento expresso possa ser captado sem problema pelo leitor. Como já foi dito, um texto deve comunicar mensagem. E de que forma conseguir essa comunicação, se não existir clareza na expressão do pensamento?
Concisão
É a qualidade que o texto apresenta quando comunica o essencial, sem se perder em palavras supérfluas, adjetivação excessiva e períodos extensos.

Coesão
Como vimos, um dos aspectos que devemos ter em mente, quando escrevemos, é a unidade do texto. Para que isso ocorra, é necessário que as diversas partes que o compõem estejam interligadas.

Quando há essa articulação entre vários enunciados presentes no texto, dizemos que há coesão entre eles.

Para conseguir fazer corresponder o que você escreve ao que pretendia dizer, deve usar conectivos (preposições, conjunções, pronomes, advérbios) adequados às relações de sentido que pretende estabelecer entre termos de uma oração, as orações de um período composto ou os parágrafos de um texto. Se não se preocupar com a adequação de sua escolha, produzirá passagens incompreensíveis.

Veja alguns conectivos que poderá usar para relacionar parágrafos se quiser estabelecer relações de:

ü  Prioridade: em primeiro lugar, antes de tudo;

ü  Tempo: então, a princípio, em seguida, às vezes;

ü  Semelhança: igualmente, da mesma forma, de acordo com;

ü  Adição: além disso, por outro lado;

ü  Esclarecimento: por exemplo, em outras palavras.

REDAÇÃO CIENTÍFICA

Algumas qualidades de um bom texto 
A redação de trabalhos acadêmicos e de artigos para periódicos científicos se reveste de algumas características que devem ser obedecidas pelo autor para que a transmissão da informação e a sua compreensão por parte do leitor sejam eficazes. Alguns dos princípios básicos desta interação que deve existir entre autor e leitor são os seguintes, sem qualquer ordem de prioridade:
1-
Clareza de expressão
Tudo que tiver sido escrito deve ser perfeitamente compreensível pelo leitor. Este não deve ter nenhuma dificuldade para entender o texto.
As
sentenças estão bem construídas? As ideias estão bem encadeadas? Há uma sequência adequada na apresentação dos seus resultados e de sua argumentação?
Leia cuidadosamente o
que escreveu como se você fosse o seu leitor. Será que ele estará recebendo a mensagem que quer transmitir? Se vocêtropeçar” na leitura, pior será com seu leitor.
2-
Objetividade na apresentação
Convém escolher criteriosamente o material que será utilizado no texto de uma dissertação, tese ou artigo. Nem tudo que foi observado durante a execução do trabalho ou que foi lido na literatura deverá ser necessariamente relatado ao leitor. Muitas observações talvez tenham sido importantes em uma determinada fase do projeto, mas perderam sua importância. Terminado o trabalho, alguns tópicos talvez acabaram se revelando apenas como tentativas de análises ou de experimentos, mas que terminaram em becos sem saída. Há observações e argumentos que não contribuem com a idéia central do relato e desviam a atenção do leitor para pontos menos importantes.
Selecione a
informação que você dispõe e apresente o que for relevante. O leitor quer um relato lógico, objetivo e, se possível, retilíneo tanto das observações como do raciocínio feitos pelo autor. Isto é ainda mais importante em um artigo, em que a concisão é geralmente desejada pelo periódico e pelo leitor.
3-
Precisão na linguagem
A linguagem científica deve ser precisa.
As
palavras (e, se for o caso, seus acompanhantes figuras, gráficos, tabelas) são signos, são símbolos. Por isso elas necessitam ser decodificadas pelo leitor, à medida que este percorre o texto. Será que os signos são facilmente decodificáveis? Muitos signos têm várias possibilidades de decodificação (muitas palavras têm vários significados). Cuidado com termos vagos ou que podem ser mal interpretados. Para o leitor, nada deve ficar obscuro ou subentendido.
As
palavras e figuras que entrarão no seu texto devem ser escolhidas com cuidado para exprimir o que o você tem em mente. Os vários sinônimos de uma palavra têm diferenças pequenas e sutis entre si. Você está usando sempre aquele que melhor transmite seu pensamento? Vale a pena pensar em cada uma das palavras a serem usadas no seu texto assim como no conjunto lógico que elas devem irão constituir
4-
Utilização correta das regras da língua Não é necessário perder muito tempo e espaço com esta recomendação. Escrever erradamente pode resultar de ignorância ou de desleixo. Se for por ignorância, informe-se melhor, consulte dicionários e textos de gramática. Se for por desleixo, o leitor (e membro da Banca Examinadora) terá todo direito de pensar que o trabalho em si também foi feito com desleixo.
Seja
qual for a razão, é um desrespeito ao leitor.
Ao redigir, coloque-se sempre na posição do leitor.