Há vaga de amigos sinceros
E noites de riso... candidate-se!!!
"Educar é colaborar para que professores e alunos transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais e tornar-se cidadãos realizados e produtivos". Moran
Temos na Internet uma grande fonte de informações. Isso nos anima e ao mesmo tempo nos traz novos conflitos. Ficamos animados com a possibilidade de digitar uma palavra-chave e recebermos inúmeras referências sobre um assunto, no entanto, entramos em conflito quando temos uma questão sobre um fato cotidiano e não sabemos como encontrar a resposta na infinidade de sites com os quais nos deparamos.
Um dos desafios com o qual nos deparamos em todos os níveis de ensino é o de promover um trabalho significativo com pesquisa entre os nossos alunos. Independente dos recursos utilizados, a grande questão é contribuir para que realmente todos consigam transformar informação em conhecimento.
Atualmente temos algumas estratégias interessantes, como por exemplo o trabalho com WebQuests e Webgincanas e também a proposta de projetos de aprendizagem em que o roteiro da pesquisa parte de questões que surgem dos próprios alunos.
Ainda que seja comum que o professor selecione os sites que os alunos deverão consultar ao desenvolver projetos com WebQuests ou Webgincanas, também é possível construir essa etapa do trabalho em parceria com os alunos, até mesmo transformando um projeto de aprendizagem em uma publicação sistematizada no formato de WebQuest.
De qualquer modo, quando o professor opta por trabalhar com as possibilidades de pesquisa com os alunos, inclusive o uso de buscadores, há necessidade de trabalhar e refletir sobre o uso destes recursos. O manual do Yahoo Busca Educação, apresenta orientações importantes e traz sugestões que certamente contribuirão com a aprendizagem dos alunos.
Além da necessidade de vencer os desafios iniciais do trabalho com pesquisa na escola, uma outra dificuldade é o acompanhamento desse processo, visto que geralmente cada aluno caminha em um ritmo diferente. Assim, é importante promover espaços durante o próprio processo de aprendizagem, para que os alunos compartilhem suas descobertas, discutam suas hipóteses e reflexões e também para que o professor tenha melhores condições de mediar esse processo.
Uma alternativa é o uso de um grupo de discussão para o acompanhamento de um projeto colaborativo e também para que os alunos socializem suas produções e descobertas desde o início de cada projeto.
O Yahoo possui um recurso ótimo e simples de ser utilizado, disponivel em: http://br.groups.yahoo.com/. Qualquer educador pode criar gratuitamente uma lista de discussão para facilitar a colaboração entre os seus educandos.
Para isso é necessário realizar um cadastro que dará direito a uma ID Yahoo e uma senha, sendo que o mesmo deverá ser feito pelos alunos participantes.
Dentre os recursos que poderão ser utilizados, cabe destacar:
• Arquivos: espaço que permite a criação de pastas e disponibilização de produções em diversos formatos (.doc, xls, ppt, mpeg) por todos os participantes do grupo.
• Fotos: Espaço que permite a publicação de imagens organizadas em pastas, pelos alunos. Também é possível publicar várias imagens por vez
• Links: Semelhante ao recurso de arquivos e fotos, só que nesse caso permite a socialização dos sites utilizados pelos alunos para a pesquisa. Logo quando os alunos descobrem sites que contribuirão com seus projetos, já poderão adicionar ao diretório do grupo, o que permitirá que todos tenham idéia sobre o que foi encontrado.
• Enquetes: Os participantes poderão criar pesquisas de opinião e já contar com os resultados tabulados. Esse recurso pode interessar dependendo do projeto desenvolvido, uma vez que pesquisa não se resume apenas a busca por sites ou livros.
• Agenda: O professor pode aproveitar esse recurso para registrar o cronograma do projeto e as principais tarefas combinadas com os alunos.
• Bate-papo: Esse recurso de chat pode interessar principalmente se o projeto for desenvolvido entre alunos de diferentes localidades
• Troca de e-mails: os alunos poderão enviar mensagens para um único e-mail e todos os participantes receberão, sem precisar acessar o grupo. Ex: se o endereço do grupo criado for: http://br.groups.yahoo.com/group/grupoX ao enviar uma mensagem para grupoX@yahoogrupos.com.br todos os usuários cadastrados receberão.
Ao criar um grupo no Yahoo, tal como o da Vivência Pedagógica, os participantes ganharão uma página própria com todos os recursos acima listados. O professor também terá como saber o que foi postado e qual aluno que contribuiu, pois o nome dos autores sempre aparece ao lado, facilitando o acompanhamento.
Para que os participantes atuem de modo realmente colaborativo, ou seja, não apenas o criador do grupo ou moderador fique responsável por tudo, será necessário apenas configurar para que todos possam acrescentar suas contribuições. Após a criação e configuração a tarefa será utilizar estratégias para promover a interação do grupo e também mediar o processo de aprendizagem para que todos avancem significativamente.
Possibilidades pedagógicas e recursos técnicos gratuitos nós já sabemos que não é dificil encontrar. Como utilizá-los é o nosso grande desafio, por isso se queremos promover uma aprendizagem mais autônoma e descentralizada da figura do educador é importante que também criemos espaços que possibilitem construções colaborativas sempre refletindo sobre que aspectos de nossa prática podem contribuir para o fortalecimento dessas redes de aprendizagem.
Fonte:http://www.vivenciapedagogica.com.br/pesquisa_colaborativa_em_rede.html em 30/06/2010
www.vivenciapedagogica.com.br – Comunidade sobre tecnologia educacional, com dicas, relatos de experiências e espaço para comentários e discussões entre os participantes. Há também link para a lista de discussão dessa comunidade que atualmente conta com quase 350 participantes. É um espaço para educadores compartilharem experiências relacionadas à educação e projetos pedagógicos.
A escola é um dos espaços privilegiados onde devem ocorrer as aprendizagens de leitura e escrita durante toda a Educação Básica. Observe-se o caso da criança que, de repente, já ao final da Educação Infantil ou ao longo do primeiro ano, vai descobrindo que pode fazer a leitura do texto escrito, e não apenas das imagens nos livros de história. Da mesma forma, pode-se ver a emoção do adulto que, estudando pela primeira vez ou retornando aos bancos escolares, consegue escrever um bilhete ou uma carta e ler com compreensão o que acabou de escrever.Várias escolas possuem diferentes modos de organizar o conteúdo didático. Muitas delas preferem trabalhar com métodos prontos, como as conhecidas “apostilas”. Outras preferem escolher separadamente o livro que será usado como base para cada matéria. O que é certo, é que nem sempre esses materiais podem suprir todas as necessidades do professor.
Cada classe possui uma personalidade, diferentes níveis de entendimento sobre certos assuntos, e alunos com dificuldades diversas. Sendo assim, o professor deve estar apto a formular um Plano de Aula satisfatório sempre que for necessário. À frente da classe, ele tem de ser capaz de perceber o que mais precisa ser trabalhado de forma diferente, nem que isso signifique fugir um pouco da programação do material “pré-formulado” dado pela escola.
Estrutura do plano
O profissional usufrui de uma grande liberdade na hora de montar um plano de aula. Contudo, há certos itens básicos que devem ser observados e merecem ser seguidos. Montamos, resumidamente aqui, um esquema dividido em quatro etapas:
Escolher o tema da aula. Pois é a partir dele que todo o plano será elaborado.
Definir o objetivo e as competências que deverão ser desenvolvidas nos alunos.
Pesquisar os materiais que serão utilizados: livros, filmes, músicas, sites, sucata, tinta etc. Dependendo do nível da classe, uma bibliografia poderá auxiliar os alunos.
Criar estratégias de como e quando cada material e/ou as informações serão apresentadas ou utilizadas, para que o objetivo - no item 2 - seja alcançado com sucesso. A estratégia deve ser elaborada de forma a manter a atenção e a motivação dos alunos durante toda a aula. Provocar debates e questionamentos para o bom desenvolvimento do tema e, se possível, aproximar os alunos de forma prática e interativa ao que está sendo estudado.
Os temas
Os Planos de Aula são úteis para todos os níveis - todas as idades - e sua prática deve fazer parte do dia-a-dia do professor. A idéia de um bom tema pode surgir, por exemplo, de uma conversa entre professor e alunos. Uma pequena dúvida pode se transformar em uma grande aula, caso o professor saiba aproveitá-la.
Enfim, a título de ilustração, um filme brasileiro em evidência, como “O ano em que meus pais sairam de férias”, de Cao Hamburguer, um dos finalistas para a indicação ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro, pode servir para se discutir um trecho da História do Brasil em aula.
Muitos sites se propõem a disponibilizar Planos de Aula já prontos, com bibliografia e tudo! Vale a pena conferir, tanto para utilizá-los quanto para aprender como se faz. O portal Vivência Pedagógica, por exemplo, oferece vários endereços eletrônicos de revistas e outros portais que possuem Planos de Aula para serem lidos livremente.
Mais!
Veja alguns planos de aula, pedagógicos, curriculares, temas diversos e outros links interessantes:
No Futuro Professor: outros artigos sobre plano de aula.
Oriente Médio (Nova Escola)
Saúde e atividade física (Nova Escola)
200 anos da chegada da Corte ao Brasil (Leitura e Escrita na Escola)
Os 100 anos da imigração japonesa no Brasil (Leitura e Escrita na Escola)
Exercícios para anos iniciais (EdukBr)
O conceito de recursos didáticos.
A função dos recursos didáticos no processo ensino-aprendizagem.
As possibilidades e limitações da utilização dos recursos didáticos em sua prática pedagógica.
PROPOSTAS DE USO DO VÍDEO
Proponho, a seguir, um roteiro simplificado e esquemático com algumas formas de trabalhar com o vídeo na sala de aula. Como roteiro não há uma ordem rigorosa e pressupõe total liberdade de adaptação destas propostas à realidade de cada professor e dos seus alunos.
USOS INADEQUADOS EM AULA
Vídeo-tapa buraco: colocar vídeo quando há um problema inesperado, como ausência do professor. Usar este expediente eventualmente pode ser útil, mas se for feito com freqüência, desvaloriza o uso do vídeo e o associa -na cabeça do aluno- a não ter aula.
Vídeo-enrolação: exibir um vídeo sem muita ligação com a matéria. O aluno percebe que o vídeo é usado como forma de camuflar a aula. Pode concordar na hora, mas discorda do seu mau uso.
Vídeo-deslumbramento: O professor que acaba de descobrir o uso do vídeo costuma empolgar-se e passa vídeo em todas as aulas, esquecendo outras dinâmicas mais pertinentes. O uso exagerado do vídeo diminui a sua eficácia e empobrece as aulas.
Vídeo-perfeição: Existem professores que questionam todos os vídeos possíveis porque possuem defeitos de informação ou estéticos. Os vídeos que apresentam conceitos problemáticos podem ser usados para descobri-los,junto com os alunos, e questioná-los.
Só vídeo: não é satisfatório didaticamente exibir o vídeo sem discuti-lo, sem integrá-lo com o assunto de aula, sem voltar e mostrar alguns momentos mais importantes.
José Manuel Moran
Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância
A primeira coisa que você tem que ter em mente é que tipo de personagem você deseja criar para figurar sua HQ. O enredo da sua história deve combinar com o personagem criado. Se seu personagem for divertido, a HQ deve ser engraçada e se for um personagem sério, a HQ deve ser séria ou dramática.
A estrutura básica para o roteiro de uma HQ possui seis etapas:
Apresentar os personagens;
Apresentar o ambiente (cenário);
Desenvolver a relação entre os personagens e o ambiente;
Apresentar um problema;
Crescer no problema até chegar ao ponto alto da história e
Conduzir até a solução do problema e ao encerramento da história.Os personagens são o mais importante da HQ, portanto, você deve desenvolvê-los bem. Seja na aparência, no comportamento, na relação com seu íntimo ou seu desafio, o personagem deve ter carisma suficiente para salvar uma história, se essa não for boa.
O ambiente é muitas vezes esquecido, mas o ambiente pode enriquecer muito a história, tanto pelos detalhes ou pela falta deles. O cenário pode ser apenas uma sala sem móveis, reforçando o drama do personagem.
Você deve ser criativo na escolha do seu problema (enredo). Esse problema não precisa existir necessariamente. Como em Dom Casmurro ( Machado de Assis), nunca se soube se existiu ou não uma traição. Pode ser algo subentendido.Lembre-se de que sua história deve ter começo, meio e fim, e deve fazer sentido para quem a lê e os desenhos devem ser condizentes com o enredo que você criar!
UTILIZANDO O COMPUTADOR NA ESCOLA MILTON PACHECO
Cotidianamente presente à vida moderna está o computador, a possibilidade de usá-lo como ferramenta de apoio ao processo de aprendizagem se amplia continuamente. Seu uso efetivo na escola ainda é aquém do que poderia se configurar como uma contribuição satisfatória. Entre as muitas causas está o apego aos métodos tradicionais de ensino e o não engajamento do professor ao processo de integração telemática às práticas pedagógicas.
É necessário aproveitar melhor o potencial do computador, modificando as formas de aprender, reforçando o papel do aluno como agente de sua aprendizagem. Sabendo que ainda é um verdadeiro desafio fazer com que o professor se aproprie das tecnologias no seu cotidiano, ainda assim alguns professores procuram fazer uso da informática para explorar de forma criativa e interdisciplinar os conteúdos curriculares que devem ser aprendidos pelos alunos, possibilitando que o aluno seja sujeito de sua própria aprendizagem.
Foi o que aconteceu na Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Milton Pacheco. Em parceria com o NTE/RLN (Núcleo de Tecnologia Educacional da Região Litoral Norte) a professora de Artes Francisca Lorena Lisboa fez uso do Laboratório monitorada pela Professora Multiplicadora do NTE Sirlei Trespach de Souza. Com base em estudos sobre Histórias em Quadrinhos e sabendo da sua importância como Arte e Literatura as professoras desenvolveram o projeto. Os objetivos foram:
1. Oferecer oportunidade de criar histórias em quadrinhos;
2. Dinamizar, incentivar e orientar a utilização de Histórias em Quadrinhos; 3. Criar condições iniciais para a classe de alunos utilizar o laboratório de informática; 4. Utilizar intencionalmente os elementos visuais e as suas interações para o enriquecimento da expressão e da recepção de mensagens visuais;
5. Oportunizar trabalhos em grupo, onde o aluno possa participar com empenho e competência nas tarefas, assumindo os seus saberes, opiniões e valores perante os outros, com sentido crítico;
6. Proporcionar ao aluno uma aula mais prazerosa.
No Laboratório, utilizando o programa Hagáquê, a turma 72 criou suas histórias a partir de tema trabalhado em sala de aula que foi "Preservação e uso adequado da água e do meio ambiente". Criaram panfletos para distribuir, em data posterior na escola, em um dia de conscientização da preservação da natureza e da água. Brincar faz parte do processo de desenvolvimento da criança. Brincando ela não apenas se diverte, mas recria e interpreta o mundo em que vive, se relaciona com este mundo. Brincando a criança aprende, além de exercitar a criatividade, constrói o hábito da leitura, pois com essa prática está realizando a leitura de imagens, tão importante quanto a leitura de frases e textos. Assim, utilizando o programa HagáQuê os alunos criaram suas histórias, exploraram seu potencial criativo e assumiram o papel de construir a sua própria aprendizagem. Professora Sirlei Trespach de Souza
NTE/RLN Osório/RS